• Frei Leônidas Lourenço Salvador

    21/08/1929

    26/05/2005

    Frei Leônidas Lourenço Salvador

    Nasceu no dia 21 de Agosto de 1929 em Nova Roma (Flores da Cunha-RS). Filho de João Salvador e Sylvia Boscato.

    Professou no dia 06 de Janeiro de 1949 e ordenado sacerdote no dia 13 de Fevereiro de 1955.

    No Rio Grande do Sul trabalhou São João da Urtiga e no ano de 1958 veio para a região do Brasil Central como missionário. Atuou na Pastoral Paroquial em Piracanjuba, Hidrolândia, Goiânia e Rio Verde-MS e São Gabriel do Oeste-MS.

    Faleceu em 2005 em Goiânia, em consequência de infecção generalizada. Seu corpo foi levado a Flores da Cunha-RS, onde foi sepultado no cemitério da capela de Nova Roma.

    Contava 76 anos, 56 de vida religiosa e 50 de sacerdócio. Dotado de uma voz potente, era jovial, alegre, bondoso, bem humorado, de bem com a vida. Gostava de descansar em meio a natureza.

  • Frei Dom Inácio Dal Monte

    28/08/1897

    29/05/1963

    Frei Dom Inácio Dal Monte

    28.08.1897 - Ribeirão Preto/São Paulo
    29.05.1963 - Guaxupé/Minas Gerais

    Dom Inácio nasceu em Ribeirão Preto, São Paulo, aos 28 de agosto de 1897, filho de Luiz DalMonte e Ângela Gugliemini. Quando faleceu o pai Luiz, com a idade de 3 anos voltou com a mãe para a Itália em Mussolente, com seus familiares. Tendo falecido também sua mãe Ângela, foi recebido e educado na casa dos tios. Aos 3 de setembro de 1908, obedecendo a voz do Senhor, entrou no seminário de Rovigo. Aos 15 de setembro de 1912 recebeu o hábito capuchinho em Bassano e um ano depois emitiu os votos temporários (21.09.1913).

    Em outubro de 1916 foi convocado às armas. Era a primeira guerra mundial. Em setembro de 1917 tomou parte na batalha de São Gabriel e, em outubro, na de Conca di Plezzo. Mais tarde combateu ao longo do rio Piave. Caiu prisioneiro dos austríacos em junho de 1918 que, durante o interrogatório, advertiu-os que não avançassem. Em novembro conseguiu fugir e regressar à Itália, obtendo a dispensa militar aos 13 de maio de 1920.

    Retornando ao convento, emitiu sua profissão perpétua aos 8 de dezembro de 1921, em Veneza. Em 1922 foi inscrito na faculdade jurídica do seminário patriarcal de Veneza, obtendo a láurea (30.07.1925) magna cum laude. Aos 5 de abril de 1924 foi ordenado sacerdote pelo Cardeal Patriarca Pedro La Fontaine.

    Nesse tempo preparava-se um novo grupo de missionários para o Paraná. Frei Inácio insistiu para ser enviado, mas seu pedido não foi aceito. Somente isto aconteceu quando um dos missionários se adoentou e, então, ele o substituiu.

    Partiu de Veneza aos 13.09.1925 e em Gênova aos 17.09.1925 embarcou no navio Duca d'Aosta, com destino ao Brasil, tendo chegado em Santos, São Paulo, aos 3 de outubro. Com os outros seis missionários, chegou em Jaguariaíva aos 07 de outubro do mesmo ano. Após 20 anos de ausência, o jovem sacerdote voltava à terra querida com o coração a lhe arder de zelo pelas almas, autêntico capuchinho e filho de São Francisco.

    Foi sempre um religioso humilde, obediente. Soube cativar a estima de todos desde a chegada ao Paraná, dentro e fora do convento. No mesmo ano da chegada, aos 11 de outubro de 1925, escrevia o Frei Ricardo de Vescovana, Superior Regular: "Agora que destacamos para Curitiba o Frei Inácio, que me parece uma pessoa muito querida, os capuchinhos serão mais apreciados". Depois de breve permanência em Curitiba e em Tomazina, foi novamente chamado a Curitiba (1927).

    Sempre pronto, percorreu as matas de Açungui e Cerro Azul, no Alto Ribeira, tendo como residência o convento das Mercês, em Curitiba (1927-1936). Três anos após sua chegada no Brasil, foi eleito (1928) conselheiro da Missão e, em 1931 (com 34 anos de idade) superior dos missionários, continuando no cargo como Custódio. Foi novamente eleito Custódio.

    Com muita competência atuou como conselheiro da Missão (1928), Superior regular (1931, com apenas 34 anos de idade) e Custódio. No campo pastoral trabalhou como vigário paroquial e pároco de pequenas e grandes paróquias: Jaguariaíva (1937-1938), Cerro Azul (1926), Curitiba (1925, 1927-1936) e Santo Antônio da Platina (1940-1949), e em seguida, foi eleito bispo.

    Seu zelo, prudência e capacidade incansável no trabalho, granjearam-lhe a estima dos coirmãos e superiores, de tal forma que, depois de apenas seis anos de permanência no Brasil, foi escolhido Superior Maior. Por cinco vezes ocupou este cargo, até 1949, quando Sua Santidade o Papa Pio XII o nomeou Bispo. Passou quase toda a sua vida como conselheiro da Missão, Superior regular da Missão, Custódio provincial e superior das casas onde residiu. Como Superior Regular empenhou-se constantemente em conservar e infundir em todos as notas características capuchinhas, ensinando com a palavra e mais ainda com o exemplo.

    Preocupado com o futuro da Custódia, construiu o seminário de Butiatuba e de Barra Fria. Enviou os primeiros estudantes clérigos estudarem filosofia com os capuchinhos do Rio Grande do Sul, em Marau. Mas, em seguida, abriu, em Curitiba, o estudo de Filosofia e Teologia. Com estes estabelecimentos de ensino e educação ficou garantida a existência da futura Província do Paraná e Santa Catarina, pois Dom Inácio lhe proporcionara o organismo necessário.

    Aos 15 de março de 1949 foi eleito Bispo Coadjutor de Joinville, Santa Catarina, sendo consagrado Bispo no dia 26 de maio do mesmo ano. Durante três anos trabalhou em Joinville, Santa Catarina, como bispo auxiliar de Dom Pio de Freitas. Aos 21 de maio de 1952 foi eleito Bispo Diocesano de Guaxupé, no Estado de Minas Gerais. Aos 8 de setembro do mesmo, tomava posse da Diocese, sucedendo a Dom Hugo Bressane de Araújo.

    Durante o tempo de seu episcopado, Dom Inácio foi sempre o bispo que toda a diocese de Guaxupé se habituou a conhecer e a amar. Viveu integralmente o lema de seu episcopado: Exit qui seminat seminare (Saiu o semeador a semear).

    O Diário de Poços de Caldas assim resume o pastoreio de Dom Inácio: "Dom Inácio foi verdadeiramente o Bom Pastor e Semeador. Por toda parte, em todas as cidades, aldeias e fazendas a sua presença sempre se fez sentir como o grande semeador. O púlpito e o confessionário foram os lugares preferidos do seu pastoreio. Seria difícil fazer um balanço de todo o bem realizado nestes anos. Seu exemplo não se apagará. Sua figura patriarcal e simples, cheia de bondade e candura, sempre suave, ficará no coração de todos. Sua vida santa será sempre de exemplo para quantos o conheceram e que conviveram com um santo. Sua grande obra foi o seminário. Graças aos seus esforços e a sua determinação, foi construído o seminário de Guaxupé. O seminário maior Nossa Senhora Auxiliadora deve também a ele a sua existência".

    Voltara da primeira sessão do Concílio Vaticano II, com a alma misticamente enlevada, com o desejo ardente de trabalhar em prol da Diocese, de fundar o Instituto das Irmãs Franciscanas Rurais e de construir um novo seminário maior.

    Mas, inexorável trombose arterial estava minando, desde há tempo, sua saúde. Lutou com toda coragem que Ihe era peculiar contra o mal. Queria trabalhar ainda por muitos anos, por fim, compreendeu qual era o sacrifício que Deus preferiu, e na lucidez de sua morte disse generosamente a Deus: Fiat voluntas tua (Seja feita a tua vontade). Desta forma, como durante a vida, assim a morte fez sentir o calor e a luz de suas virtudes religiosas.

    No dia 29 de maio de 1963, no Hospital de Guaxupé, MG, cercado de vários Bispos e de quase todo o clero diocesano, entregava sua bela alma a Deus Frei Inácio Dal Monte, Bispo de Guaxupé. Governou a Diocese por quase 11 anos deixando a marca inconfundível de sua passagem. Todos o admiravam como um santo e o veneravam como um grande Bispo.

    O enterro, oficiado pelo metropolita da Arquidiocese, assistido por outros cinco Bispos, desenrolouse dentro da vasta Catedral por entre o pranto inconsolável do povo que ficou sem o seu Bom Pastor. Foi tal o apego e a veneração, que o povo teria cortado as vestes do falecido se não tivesse sido chamado em tempo o destacamento de soldados, que permaneceu ao lado do catafalco até o fim.

    A razão de tanta devoção do povo para com Dom Frei Inácio era o que justamente declarou no discurso fúnebre, Dom Geraldo Reis, bispo de Leopoldina: "Ele, que a todos chamava de 'santo ' e 'santa: deixara em todos aquela inconfundível marca de santidade que o fazia querido e estimado de todos".

  • Frei Celso Rodolpho Andriolli

    17/08/1928

    31/05/2003

    Frei Celso Rodolpho Andriolli

    17.08.1928 - Jaraguá do sul/Santa Catarina
    31.05.2003 - Curitiba/Paraná

    Frei Celso nasceu aos 17 de agosto de 1928, em Jaraguá do Sul-Santa Catarina. Foi batizado (29.9.1928) e crismado (27.4.1931) nessa mesma cidade e, em Nereu Ramos-Santa Catarina, fez sua primeira comunhão aos 29.06.1939.

    Entrou no seminário Santo Antônio, em Butiatuba-Paraná, aos 7.9.1940, sendo diretor Frei Damião Antonio Girardi de Thiene. Sua vestição ocorreu na mesma casa de Butiatuba aos 5.1.1947, em cerimônia presidida pelo guardião Frei Beda Toffanello de Gavello. Frei Gaspar Zonta de Fellette acompanhou durante o noviciado como mestre de noviços. Fez sua primeira profissão temporária aos 02.02.1948, em Butiatuba, nas mãos de Frei Henrique Breda de Paese. Naquela época o superior provincial era Frei Inácio Dal Monte de Ribeirão Preto. Durante seus estudos de filosofia e teologia, emitiu a profissão perpétua aos 12.2.1951 na igreja Nossa Senhora das Mercês, sendo celebrante Frei Beda Toffanello de Gavello, e superior provincial Frei Patrício Kódermaz de Nébola. Recebeu os Ministérios do Leitorado (22.12.1951) e do Acolitado (29.3.1952) das mãos do arcebispo de Curitiba, Dom Manuel da Silveira D'Elboux, em nossa igreja Nossa Senhora das Mercês, Curitiba-Paraná, durante o superiorato de Frei Patrício Kódermaz de Nébola. Com dimissória de superior Frei Nereu José Bassi, recebeu o Diaconato na capela particular do Arcebispado de Curitiba, das mãos de Dom Manuel da Silveira D'Elboux. O mesmo arcebispo conferiu-lhe o presbiterato aos 5.12.1954, também em nossa igreja das Mercês.

    Completou os cursos primário e ginasial em Butiatuba (1940-1945); quando trabalhava em Mandaguaçu cursou na Escola Normal São João Batista de La Salle (1964); estudou a filosofia e teologia (1948-1954) em nosso covento das Mercês, em Curitiba. Licenciou-se em filosofia na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Mogi das Cruzes-São Paulo, em 1971. Além destes cursos fundamentais, frei Celso participou de outros cursos de formação permenente sobre pastoral, pastoral catequética, franciscanismo, especialização em Bioética e pastoral da saúde, psicologia da terceira idade e outros. Como capelão do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, demonstrou grande interesse em anualmente atualizar-se em questões de bioética, participando de cursos e encontros.

    Trabalhou nos seguintes lugares: Butiatuba (1955-1957), Barra Fria-Santa Catarina (1958), Mandaguaçu (1959-1964), Bandeirantes (1965), Ponta Grossa (1966), Bandeirantes (1966-1970), Santo Antônio da Platina-PR (1971-1977), Vera Cruz do Oeste-Paraná 1979-1981), Reserva (1985-1986), Florianópolis (1987-1990), Umuarama (1991), Curitiba na Casa de Oração (1992), Laurentino-Santa Catarina (1993), Joinville na casa de Noviciado (1994), Santo Antônio da Platina (1994-1995), Curitiba (1996-2003).

    Na fraterna local exerceu diversos encargos: vice-diretor do seminário Santo Antônio em Butiatuba; professor no seminário de Barra Fria-Santa Catarina; professor de religião em escolas públicas; superior e vice-superior local; assistente espiritual da OFS; diretor da escola vocacional de Laurentino.

    Seu campo de apostolando extendeu-se a estes setores: vigário paroquial em diversas paróquias; pároco; reitor da igreja de Barra Fria-Santa Catarina; professor de religião em escolas públicas; auxiliar e membro da equipe missionária; assistente espiritual da OFS e animador vocacional. Desde 1997 até sua morte (2003) sempre trabalhou como capelão do hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba, atendendo aos doentes na parte da manhã e da tarde, mas residindo sempre no convento das Mercês. Durante seu período sabático (1997), viajou à Itália com a finalidade de estagiar e conhecer as capelanias de hospitais da região vêneta, onde eram capelães os capuchinhos da Província-mãe de Veneza.

    Frei Celso tinha três irmãs religiosas e dois irmãos irmãos maristas. Conseguiu movimentar seus familiares para conhecer melhor os antepassados. Para isto, planejou e organizou um encontro geral com eles, que o realizou em nossa casa de Butiatuba.

    Construiu a igreja matriz de Vera Cruz do Oeste-Paraná e outras capelas rurais em Mandaguaçu e lançou a pedra fundamental da capela do Canto da Lagoa, em Florianópolis (1989). Dedicou-se em organização sindicatos rurais. Em Bandeirantes, fundou o Clube Bandeirantes Vocacional e o Movimento Familiar Cristão, e fez muitas palestras e conferências para todo o professorado do curso primário para fins de catequese. Em Santo Antônio da Platina fundou o movimento do Serra Clube e com ele trabalhou intensamente em prol das vocações religiosas e sacerdotais. Suas iniciativas e seus trabalhos em favor das vocações eram bem conhecidos pelos seus confrades. Demonstrava verdadeira paixão por esta causa.

    Tinha pendor também para trabalhos manuais. Gostava, desde os tempos de seminário, de trabalhar na carpintaria e consertos em geral. Esta característica conservou-a durante toda sua vida. Mostrava-se atento em consertar janelas, portas, chaves e semelhantes.

    Nos encontros e reuniões, sempre pedia a palavra e falava com muita espontaneidade sobre o assunto em questão. Era constante na sua vida de oração e consagração religiosa, nos seus deveres com os irmãos da fraternidade local.

    Seus últimos dias

    Em abril de 2003, enquanto estava atendendo os doentes no Hospital Nossa Senhora das Graças, onde era capelão desde 1998, frei Celso Andriolli sentiu tonturas e dificuldades em falar. Atendido imediatamente, foi internado (23 de abril), onde permaneceu alguns dias para exames. Constatou-se a presença de coágulos nas carótidas. Desde os primeiros exames, a equipe médica julgou o caso não muito simples e o frei deveria submeter-se a uma cirurgia. Nosso Ministro provincial foi avisado que a cirurgia seria de risco. Frei Celso internou-se aos 28.05.2003, ou seja, após um mês de tratamento e repouso. Foi operado no dia seguinte (29.05) e a cirurgia durou quase todo o dia. Em si, a cirurgia ocorreu bem e passou a noite dentro da normalidade. Na manhã de 30 de maio, começaram as complicações: um coágulo impediu a oxigenação do cérebro, causando-lhe graves prejuízos; os aparelhos não acusavam atividade cerebral e, por isso, alguém divulgou que estava morto, quando na realidade seus pulmões e coração funcionavam, embora com auxílio de aparelhos. Seu falecimento foi mesmo constatado às 14h15 de 31.05. 2003, no hospital Nossa Senhora das Graças. O certidão de óbito elenca estas causas da morte: Apnéia central, Hipertensão endocraniana, Infarto cerebral hemisfério esquerdo.

    Frei Celso sabia que sua cirurgia não seria simples, embora alimentasse grande esperança de melhorar e continuar em sua atividade. Os frades também conheciam a complexidade da cirurgia. Quando os médicos chamaram um dos superiores, na manhã de 30 de maio, frei Manoel Braz da Silva Noite (vigário provinciL) falou com os responsáveis sobre o caso. O médico cirurgião informou que frei Celso, antes da cirurgia lhe teria dito que "se viesse a falecer, paciência, mas que não o deixasse paraplégico".

    No mesmo dia do falecimento de frei Celso, faleceu também, às 14h45 (hora italiana) o vigário geral da Ordem Capuchinha, Frei Antônio Ascenzi, vítima de acidente rodoviário ocorrido em Franco fonte, na Província de Catânia (Sicília), Itália.

    Missa na igreja das Mercês

    A missa exequial foi celebrada às 6h30 de 1.6.2003 (domingo da Ascenção), em nossa igreja matriz NOSSA SENHOra das Mercês, em Curitiba, presidida por Frei Moacir Antônio Nasato. Estavam presentes os freis das fraternidades da Cúria provincial e do convento das Mercês. Na acolhida, o definidor provincial Frei José Gislon lembrou o falecido, seus familiares e também o falecimento trágico do vigário geral da Ordem Capuchinha, Frei Antônio Ascenzi. Em sua breve homilia, Frei Moacir Antônio Nasato recordou que, quase dominicalmente, o falecido frei Celso celebrava a missa deste horário das 6h30. Lembrando a festa da Ascenção do Senhor – fato sempre vivo em nossa vida – acenou ao grande amor que o falecido Frei Celso nutria por Cristo, pela sua vida de consagração religiosa e pela sua missão de atender os doentes no hospital Nossa Senhora das Graças. Convidou os presentes a imitarem este legado ardoroso do falecido em viver a própria missão e vocação.

    Funeral em Butiatuba

    Terminada a celebração na igreja das Mercês, em Curiba, os restos mortais de Frei Celso foram transportados pela Funerária Almirante Tamandaré até nossa casa de Butiatuba, e levado diretamente à capela do cemitério, onde foi velado até a hora do sepultalmento (a missa exequial iniciou às 15h30).

    Durante o dia foram chegando os familiares, parentes, frades, amigos e conhecidos de Frei Celso. Presenças especiais foram suas três irmãs religiosas (Ir. Tarcísia, Ir. Jovina e Ir. Leonora Andriolli) e um irmão Marista (Ir. Hilário). Um outro irmão Marista já é falecido. Note-se que, no dia do falecimento, estava sendo celebrado, em Ponta Grossa, o segundo Congresso Vocacional da Província, com o qual diversos freis estavam empenhados. O Ministro provincial, Frei João Dom Lovato, também participou do mesmo com uma palestra. Logo após o encerramento, viajou para Butiatuba para participar do funeral.

    Missa - A missa exequial foi presidida pelo Ministro provincial, com início às 15h30, celebrada na frente da capela do cemitério, e concelebrada por diversos freis da Cúria Provincial, do convento das Mercês, da fraternidade de Butiatuba, da Vila Nossa Senhora da Luz, de Almirante Tamandaré, Santo Antônio da Platina, Foz do Iguaçu, Siqueira Campos. Um grupo de freis que estavam participando do segundo Congresso Vocacional fretaram um ônibus para a missa e funeral. No entanto, houve problemas com o veículo e somente chegaram os das duas casas de Ponta Grossa. Durante o mesmo Congresso Vocacional houve um momento especial no qual se destacou, de maneira forte, o trabalho vocacional frei Celso. Os postulantes, além dos comentários iniciais e durante a missa, participaram com cantos adaptados ao momento. O Ministro provincial lembrou o bem imenso feito pelo falecido Frei Celso através das missas celebradas, as inumeráveis confissões, palestras e atendimentos, batisados e unções dos enfermos por ele ministrados ao longo de sua vida.

    Em sua homilia, o celebrante lembrou alguns traços do falecido: religioso e sacerdote zeloso e cheio de ardor; em todo lugar demonstrou grande empenho pelas vocações religiosas e sacerdotais principalmente em Santo Antônio da Platina e Vera Cruz do Oeste; diversos de nossos freis foram por ele acompanhados e encaminhados ao seminário, entre eles, Frei Antoninho Martins Ferreira, Frei Vanderlei Aparecido Sanches, Frei Jorge Corsini, Frei Daniel Alves de Castro, Frei Antônio Aparecido de Lima, Frei Luís Bernine, Frei João José dos Santos e várias jovens que são religiosas em algumas congregações. Tinha especial carisma e atenção pelo problema vocacional, estimulando os/as jovens em busca de outros caminhos na vida. Deixou marcas em sua vida. Pessoa de temperamento forte, pertinaz em suas idéias e planos. Deixou transparecer seu grande idealismo pela vida religiosa e sacerdotal, manifestado por seu zelo pela Igreja, pela evangelização. Homem de oração. Participou e vibrou com as Oficinas de Oração. O Ministro provincial narrou este fato: há uns 15 dias antes de seu falecimento, quando foi detectada a gravidade de sua doença pude falar com ele longamente em seu quarto. Gostava de sempre estar ocupado e sentia-se bem quando trabalhava com seus martelos, chaves de fenda e outros instrumentos de trabalho. Conversei longamente com ele sobre sua vida. Ele estava muito conformado com sua situação. Respondeu: "Conheço a gravidade da doença porque o médico de tudo me esclareceu. Eu tenho duas chances: a cirurgia, durante a qual poderei morrer; a outra é de tomar remédios, mas também posso morrer logo, embora tomando remédios. Sobre isto estou pensando seriamente. Creio que vou escolher a cirurgia. Vi muitos doentes operados da mesma doença e que os atendi na UTI. Eles melhoraram e voltaram para suas casas". Nossa conversa versou sobre isto. No fim, disse-me: "Afinal, a gente vive para servir a Deus e foi por isso que me tornei religioso e sacerdote. Procuro fazer tudo da melhor maneira possível. Espero, se Deus quiser, continuar trabalhando depois deste tratamento". Depois desta conversa, não tive mais contato com ele por causa de minhas viagens. No entanto, foi acompanhado pelo vigário provincial, Frei Manoel Braz da Silva Noite. Ele estava muito preparado para se encontrar com Deus. Aliás, toda sua vida foi uma preparação para este momento. Agora, estará olhando e rezando por todos nós.

    A convite do Ministro provincial, houve também estes pronunciamentos:

    - "Na última conversa que tive com ele, disse-lhe que ele foi missionário durante dez anos. Mas, agora, no Hospital Nossa Senhora das Graças ele cumpriu sua principal missão porque nele encaminhou mais almas para Deus do que em sua vida missionária. E ele me confirmou tudo. Nossa família conservará imensa gratidão por essas Irmãs, principalmente pela Irmã Hilda que o acompanhava em sua missão da pastoral da saúde. Só temos motivos para agradecer. E, lá do céu, invocá-lo porque ele é o mais jovem de nossa família religiosa que Deus levou. Ele nos está dizendo que vale a pena viver e morrer com Deus. A vida é tão breve que, de um dia para outro, podemos nos encontrar com o Senhor, e levaremos somente o que tivermos feito por Deus e para Deus".

    - "Agradeço imensamente os frades capuchinhos. Quando frei Celso falava de São Francisco transfomava-se. Minha irmã contou-me que, um dia, ele explicou que são Francisco tanto se exaltou falando da glória de Deus que disse assim: Quase tenho a certeza que um dia até irá acabar com os demônios para mostrar a grande misericórdia de Deus. Aquilo me chamou muito a atenção e minha irmã Eleonora ficou impressionada. Fui diante do Tabernáculo, pedindo a Cristo que acabasse com o inferno! Agradeço as orações por ele e por toda a nossa família. Tenho a certeza que, lá do céu, ele nos concederá graças. Falando da Ascenção do Senhor, quero recordar que nosso pai faleceu no dia da Ascenção do Senhor e a mãe no dia da Assunção de Nossa Senhora. Nossos pais deram cinco filhos a Deus, mas Ele deu mais ainda para eles. Muito obrigado! (uma irmã de Frei Celso).

    - "Em nome da Pastoral da Saúde, queremos agradecer a presença de Frei Celso em nosso Hospital Nossa Senhora das Graças. Era muito zeloso e constante em atender os doentes. Fazia questão de preparar-se para as liturgias. Em todas as quartas-feiras, por exemplo, ele se preparava estudando o folheto das missas, organizando suas homilias. Mostrava-se fervoroso e de intensa oração. Perseverante em missão. Tinha muito zelo pelo seu horário comunitário. Em nome de todas as religiosas do Hospital, agradecemos os freis capuchinhos pela presença de frei Celso em nossa Pastoral da Saúde. Vi grandes exemplos de oração, mesmo no hospital, quando ele, com o livro da Liturgia das Horas, se concentrava em Deus para fazer suas preces. Isto era um exemplo porque a gente vê que o mundo se esquece de louvar e agradecer o Senhor. Seu exemplo era mais do que uma pregação" (Uma religiosa do hospital).

    - "Quero lembrar que Frei Celso, quando trabalhou em Santo Antônio da Platina, fundou o movimento Clube Serra em favor das vocações religiosas e sacerdotais. Conseguiu reunir jovens e outras pessoas. Até hoje, este trabalho do Clube Serra está marcado pela dedicação, amor, perseverança e zelo de Frei Celso" (pessoa de Santo Antônio da Platina).

    Depois destes testemunhos, Frei João Daniel Lovato concluiu com estas palavras.

    Frei Celso era um grande idealista. Lembro quando a gente trabalhava em Vera Cruz do Oeste. Lá havia muitos meninos pelas ruas da pequena cidade. Além de construir a grande bonita igreja de Vera Cruz do Oeste que, segundo o bispo, poderia ser a catedral da diocese, Frei Celso construiu uma oficina para ensinar os meninos o artesanato e outros trabalhos. Queria encaminhá-los para o bem com a catequese, ministrada por ele mesmo e pelas catequistas. Havia também outras pessoas que se prontificaram em ensinar aos meninos os trabalhos artesanais.

    Diria que Frei Celso era uma pessoa que se empenhava em tudo o que fazia. Vamos conservar estes bons exemplos do frei e caminhemos em frente. Hoje estamos sepultando seu corpo, mas sabemos que intercederá por nós junto de Deus. Desejo agradecer todos os que trabalham no hospital Nossa Senhora das Graças. Temos certeza que os médicos, especialmente o Dr. João Cândido, e enfermeiros/as fizeram todo o possível para que Frei Celso pudesse continuar sua missão. Agradecemos todo esforço das Irmãs, dos médicos e enfermeiros/as, feito a favor do frei. Deus a todos abençoe e retribua. Possa a medicina avançar em suas descobertas maravilhosas como as que teve até agora. Na ação de graças, Frei Juarez De Bona recordou que os pais de Frei Celso morreram em festas de Nossa Senhora e que o mesmo frei também recebeu uma graça especial: morreu no dia 31 de maio, festa da Visitação de Maria e que, certamente ele estaria presenciando no céu a festa da coroação de Nossa Senhora. E assim motivou os presentes a cantarem o Magnificat. Antes de iniciar o rito da bênção do túmulo, os postulantes cantaram o Trânsito de São Francisco, canto que se usa aos 3 de outubro, lembrando a morte de São Francisco de Assis. Terminada a missa, procedeu-se a cerimnia do sepultamento, oficiada por Frei Manoel Braz da Silva Noite (vigário provincial), enquanto Frei José Gislon (Definidor provincial) dirigiu a colocação do caixão mortuário no túmulo.

  • Frei Honorato Giovanni Saccardo

    30/01/1930

    03/05/1995

    Frei Honorato Giovanni Saccardo

    30.01.1930 - Thiene/Itália
    03.05.1995 - Luanda/Angola

    Frei Honorato era filho de Miguel Saccardo e Maria Tisato. Nasceu em Thiene (Vicenza, Itália), aos 30 de janeiro de 1930.

    Seu ingresso ao seminário capuchinho foi aos 23 de setembro de 1941, em Rovigo (Itália), quando seu diretor era Frei Bernardino de Cittadella. Por causa dos perigos da segunda guerra mundial, teve que terminar o seminário indo para Verona, Veneza e novamente para Rovigo.

    Sua vestição foi em Bassano del Grappa, aos 14 de agosto de 1948, tendo como mestre de noviciado Frei Luquésio de Mezzalira. Ao término do noviciado emitiu seus votos temporários (15.08.1949) e, aos 12 de outubro de 1952, os perpétuos em Pádua, sendo Ministro provincial Frei Zacarias de São Mauro. Recebeu a ordenação sacerdotal no santuário de Nossa Senhora do Olmo, em Thiene, sua terra natal, aos 23 de setembro de 1955, das mãos do bispo capuchinho Dom Jerônimo Bortignon.

    Com circular de 1957, os superiores da Província de Veneza procuravam voluntários para o trabalho missionário no Brasil e na Angola. Frei Honorato logo se apresentou como candidato, tendo recebido carta obediencial aos 15 de junho de 1957.

    Com outros três missionários capuchinhos, embarcou aos 2 de julho de 1957 no navio Conte Biancamano. Desembarcou (18.07.1957) e, por via aérea, chegou em Curitiba aos 21 de julho do mesmo ano, com seus confrades: freis Pedro Luiz Scarpa de Veneza, Tiago de Campolongo e Miguel de Loreggiola.

    Inicialmente (1957) trabalhou como professor de italiano no seminário Santa Maria, em Engenheiro Gutierrez, Paraná. Em 1958, foi transferido para Cruzeiro do Oeste, Paraná, como vigário paroquial. Nos anos de 1958 e 1960, retornou à formação, como reitor do seminário de Butiatuba, Paraná. Em 1961 foi destinado à fraternidade de Umuarama, donde em 1963 passou para Siqueira Campos. Retornou á Umuarama como pároco de 1994 a 1966. Exerceu o ministério paroquial em Céu Azul, como pároco (1966-1967) e, em Londrina (1968-1969). Em São Lourenço do Oeste, Santa Catarina, atuou como vigário paroquial (1970-1977). Em seguida, foi convidado ajudar os capuchinhos no Alto Solimões, no Amazonas, tendo trabalhado em Benjamim Constant, Marco, Tocantins, São Paulo de Olivença, Amaturá, Belém dos Solimões (1971-1973). Regressando à Província continuou suas atividades em São Lourenço do Oeste.

    Nos anos de sua presença na Província, levou avante muitas obras materiais: igreja de São Francisco em Umuarama até à metade do reboque; continuou as igrejas de Mandaguaçu e de Londrina; construiu as casas paroquiais de Pérola do Oeste, Alto Piquiri, Icaraíma; as capelas de Pérola do Oeste, Alto Piquiri, São João, Iracaríma, Xambrê, Perobal, Altônia, Paulistânia, Brasilândia, água das Areias, água dos Andrades, São Silvestre, Douradina, Serra dos Dourados, São Sebastião (Cruzeiro do Oeste),Estrada Vermelha, Ivaté, Copacabana, Gleba 2, Nossa Senhora das Graças, Jacutinga, Novo Horizonte, Santa Inês, Planalto, São Sebastião (São Lourenço do Oeste), Nova Farroupilha, Turvo Baixo, Linha Filippin, Plataneia, Nossa Senhora da Salette, Ouro Verde, Lajeado Grande, Aroio do Matão, São Roque, Linha Amazonas, Santa Terezinha, Monjolinho, Cochilha Rica, Linha Prata, Duque de Caxias, Linha Saudade, Santos Dumont, Bocaina. Em Santo Antônio da Platina continuou a construção de diversas capelas.

    Em 1978 fez parte da equipe missionária e, em seguida, foi para Santo Antônio da Platina, onde permaneceu até início de 1981 como vigário paroquial. Mas, no mesmo ano, foi enviado para Rio Branco do Sul, Paraná, onde permaneceu até o final do ano.

    Em sua última visita à Província de Veneza, aconselhou-se com os superiores sobre seu projeto de regressar à Itália. Após os necessários entendimentos entre as duas Províncias, Frei Honorato retornou definitivamente à Província de Veneza aos 30 de junho de 1982.

    De volta à sua Província, foi-lhe confiado o difícil e delicado ministério da Reconciliação, num primeiro tempo em Thiene e durante os últimos dez anos em Pádua, naquele que foi o lugar santificado pela presença de São Leopoldo Mandic, e pelo seu predecessor Frei Guilherme Vidoni de Magredis que, por muitos anos, viveu no Paraná e Santa Catarina. Religioso de vida austera, tornou-se confessor iluminado e muito procurado pelos leigos, sacerdotes e religiosos que diariamente freqüentam aquele Santuário capuchinho.

    Os superiores vênetos o enviaram para a Angola aos 30 de março de 1995, quando contava com 65 anos de idade. Seu pensamento e recordações estavam dirigidos ao longo trabalho missionário desenvolvido no Brasil, com vontade de inserir-se neste ambiente, novo para ele.

    Enquanto esperava para ir à sua fraternidade de Lubango, foi-lhe pedido que ajudasse na Semana Santa em Camabatela. Ali reviveu o cansaço do missionário, mas a idade, as forças, a saúde já não eram as do jovem que, talvez, pensava ser. Celebrou 200 batizados, ouviu muitas confissões. Passou dias em intensa atividade, revivendo as emoções do Brasil. Mas, não contava com o traiçoeiro paludismo.

    Na manhã de 21 de abril de 1995, ao tomar o café da manhã, desmaiou. Socorrido prontamente, foi levado urgentemente a Uíje. Seu estado de saúde apareceu grave. Por isso, foi transportado para Luanda, onde se diagnosticou malária cerebral. Seu estado piorou e, aos 30 de abril, foi acometido de uma paralisia. Surgiram problemas com o fígado com hemorragia no estomago. Faleceu na madrugada de 3 de maio de 1995.

    Na missa exequial, em Luanda (Angola) estavam presentes dez bispos, 46 sacerdotes e muitos religiosos, religiosas e leigos. O bispo capuchinho Dom Frei Pedro Luís Scarpa, que pertenceu ao mesmo grupo missionário ao Brasil, fez o elogio fúnebre de seu confrade.

    Por vontade dos familiares, o corpo de Frei Honorato foi tansladado para a Itália, onde houve missa exequial em Pádua (15.05.1995), com a presença dos freis de nossa Província que se encontravam em Roma. A última saudação fúnebre ocorreu em Thiene no Santuário de Nossa Senhora do Olmo, onde ele tinha nascido e onde desabrochou sua vocação religiosa. Repousa no jazigo de seus familiares.

  • Frei Ézio EgÍdio Daminato de Galliera VÊneta

    14/05/1916

    04/05/1984

    Frei Ézio EgÍdio Daminato de Galliera VÊneta

    14.05.1916 - Galliera Vêneta/Itália
    04.05.1984 - Thiene/Itália

    Frei Ézio nasceu em Galliera Vêneta (Itália) aos 14 de maio de 1916. Entrou no Seminário de Rovigo em 1926. Foi admitido ao noviciado aos 21.07.1934 em Bassano del Grappa, onde também emitiu sua primeira profissão em Bassano aos 22.07.1935. Durante seus estudos filosóficos e teológicos emitiu a profissão perpétua no dia 15.01.1939 em Údine diante do ministro provincial Frei Jerônimo Bortignon de Fellette. Era um jovem humilde, trabalhador, criativo, com muita espontaneidade para os atos de piedade e devoção. Como era muito serviçal, desde o tempo de seminário foi encarregado de ser o enfermeiro.

    O cardeal patriarca Dom Giovanni Piazza ordenou-o sacerdote na igreja de Nossa Senhora da Saúde, em Veneza, aos 6 de julho de 1941. Iniciou sua atividade pastoral durante a última guerra mundial. Esteve em diversos lugares e logo se manifestou sua tendência de uma ação apostólica capilar, pessoal, rica de calor humano. De 10 de agosto de 1949 a 12 de novembro de 1951 esteve em Longarone como capelão dos operários que construíam a grande usina elétrica de Soverzene. Muitos dos operários eram contra os padres e, segundo uma sua carta, chegavam até 95%. Apesar desse ambiente hostil, conseguia organizar as comunhões pascais com bons resultados. Para atrair esses operários criou uma biblioteca ambulante, projetava filmes didáticos, organizava passeios e peregrinações e até visitas ao papa Pio XII.

    Trabalhou também em Capodístria (1942-1944), Belluno (1944-1947), Villafranca (1947-1948), Rovigo (1948-1949), Veneza (1951-1954), Verona (1954-1956), Cagli em Pésaro no Centro Missionário (1956), Conegliano (1957-1960), Thiene como superior e diretor do seminário (1960-1963), Gorizia (1963-1966) e Veneza (1967-1969).

    Exerceu o cargo de guardião em Thiene (1963-63), em Gorizia (1963-66) e auxiliou como vigário paroquial em Veneza (1951-54, 1974-1975).

    Depois destas e outras atividades na Província de Veneza, os superiores lhe pediram que fosse à nova Província do Paraná e Santa Catarina, no Brasil. Partiu da Itália aos 15 de fevereiro de 1969, chegando no Paraná aos 24 do mesmo mês. Trabalhou em nossa Província de 1969 até 1974. Passou o primeiro ano aprendendo a língua portuguesa vivendo no convento Bom Jesus e na paróquia de Oficinas em de Ponta Grossa e em Butiatuba. De 1970 até seu retorno definitivo à Itália trabalhou sempre na paróquia de Santo Antônio da Platina onde foi vice-superior e vigário paroquial.

    Durante sua vida ajudou em 60 missões populares e pregou 20 retiros para religiosas.

    Quando começou sofrer de problemas cardíacos, os superiores julgaram melhor que retornasse à Província de Veneza, que pretendia substituí-lo por outro frade. Por isso, voltou à Itália aos 27 de abril de 1974. Além de tratar-se de sua doença, desenvolveu diversas atividades em conventos da Província vêneta.

    Sempre conservou em seu coração o calor humano que encontrou no Brasil. Se a saúde o tivesse permitido, teria ficado mais em nossa Província. Em uma carta ao Ministro provincial do Paraná e Santa Catarina (15.01.1975), assim escrevia: "Meu coração chora ao lhe escrever isto. Se me tivessem enviado no belo Brasil uns 20 anos antes, não teria tido problemas".

    Após seu retorno definitivo à Itália, trabalhou nos seguintes lugares: Veneza no hospital civil (1974-1975), Mirano (Veneza) como capelão do hospital (1975-1981), em Paderno del Grappa como assistente espiritual (1981), Thiene (1981-1982); retornou a Mirano como capelão mas adoentado (1982-1984). Mesmo doente e até com dificuldade para caminhar, continuava a atender os doentes desse hospital. Finalmente, se entregou.

    Nos últimos meses sofreu muito por causa de um câncer nos ossos. Desejou morrer no mesmo convento onde iniciou a vida capuchinha, isto é, em Bassano del Grappa. Neste lugar faleceu às 23h15 de 4 de maio de 1984, sendo sepultado em Thiene no dia 7 do mesmo mês.

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