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Morre aos 72 anos, Frei Francisco Carloni

15/09/2016 - 02h59
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Morte aconteceu na noite de ontem, em Salvador-BA.
Frei Francisco Carloni | Fonte: Divulgação

Frei Francisco Carloni, que enfrentava complicações de saúde, faleceu por volta das 23h30 desta quarta-feira (14), no Convento Nossa Senhora da Piedade, em Salvador-BA.

Às 10h de hoje (15), será celebrada a missa de corpo presente no Santuário da Piedade, em Salvador, e sepultamento acontecerá na cidade de Esplanda-BA - como era o desejo de Frei Francisco, onde atuou por muitos anos - às 15h, onde também será celebrada uma missa.

Trajetória

Frei Francisco Carloni Nasceu em 18 de março de 1944, em Montecarotoo, Itália. Filho de Giovanni Carloni e Pevieri Maria, iniciou sua jornada religiosa por volta dos 13 anos de idade, em 1957, quando ingressou no Seminário de IESI - I. Pietro Mortire, foi seu mestre o Frei Emílio Santin. 

Seu Postulado foi em Cingoli - Itália. Após o postulado ingressou no Noviciado - onde pulsa o coração da Ordem, formando jovens frades pela oração, trabalho, estudo e austeridade - em Camerino, no ano de 1962. Sua profissão pérpetua deu-se em 1966, em Ancona - Itália. Sendo ordenado Diácono em 1970, em Loreto e Presbítero em 1973, pelo Bispo Monsenhor Carlo.

No Brasil

Chegou no Brasil no ano de 1973, ainda Neo-Sacerdote, instalando-se primeiro na cidade de Vitória da Conquista-BA, onde permaneceu até 1981, ali exerceceu o ministério de Pároco. No mesmo ano, em Salvador, no bairro de Valéria, exerceu a função de Superior do Convento e Diretor dos Postulantes, ficando ali até 1985.

Saindo de Valéria, seguiu para a cidade de Esplanada, onde desenvolveu grande trabalho social e religioso junto ao povo necessitado. Em Esplanada, permaneceu até o ano de 1997, durante esse tempo desenvolveu muitos trabalhos no Convento Nossa Senhora do Rosário de Pompéia, como: secretário, vigário da fraternidade, reponsável pela formação inicial, vice-mestre, pároco e vigário paroquial. Dentre suas atribiuções de serviço, encontram-se ainda a Coordenação do Serviço de Justiça Paz e Ecologia e o exercício de II Definidor da Província da Bahia e Sergipe.

Entre 1997 e 1999, morou no Convento Santa Rita de Cássia, em Itabuna, onde desenvolveu o serviço de vice-mestre, diretor e superior dos formandos. Em 2000, retorna para a cidade de Esplanada, onde permanece até 2003, exercendo o ministério de pároco. No ano de 2004, deslocou-se para  a cidade de Eunápolis, no Sul da Bahia, atuando eficazmente na Pastoral da Terra - em 2005, retornando à Esplanada, atua também nessa mesma pastoral - e como pregador de retiros. Em 2007, morando em Salvador, agora na Fraternidade Frei Urbano, desenvolveu a função de Guardião, Capelão da Pupilera e confessor no Santuário da Piedade. Depois foi transferido para o Convento da Piedade - Enfermaria Provincial, onde passou seus últimos anos.

Seu trabalho missionário nas terras baianas é lembrado com amor por aqueles que o conheceram e viram sua luta em favor dos pobres e dos que clamam por justiça. Costumava dizer que: "todos são filhos de Deus, porém alguns são maus filhos, mas ainda assim podem ser recuperados".

Ainda neste ano, quando os Frades Capuchinhos da Bahia e Sergipe foram homenageados por sua presença na Bahia, na Assembleia Legislativa do Estado, Frei Chico (como era conhecido), foi lembrado pelo Deputado Marcelino Galo, como um homem "que durante muitos anos deu apoio a movimentos populares no interior da Bahia como na cidade de Esplanada'. Desde que veio para o Brasil, se apropriou do povo brasileiro, sendo um verdadeiro brasileiro de coração e poucas vezes retornou à seu país de origem.

De sua vida e exemplo de santidade, fica a grata e feliz lembrança de sua trajetória.

 

Fonte Capuchinhos do Brasil /CCB
Por Frei Elton Caires Santos (Cúria Provincial)