
Ciência e Existência
A aquarela criada
Após a brandura da torrente
Esboçou no céu
Paz a tanta gente
Que de ciência nada sabia
Além do mais
Minora tantas dores
Quantos remédios e farmácias
Eles não sessam os horrores
É a indiferença que tanto mata
Se o problema aparece
Igualmente vem a solução?
Igual a uma máquina
Tira o defeito vem a reparação
O homem é assim tão calculável?
Ou talvez seja
Fatalismo finalista
Sem solução se apresenta
Solucionado está?
Desejo a receita desta força!
Tudo na vida
Encontra aqui completude
Não há portanto
Nem morte, fracasso, finitude
E um pranto eterno
Não diga de mim pessimista
Estes buracos devem ser olhados
Pois eles nos fazem de pingue-pongue
Nos apodrecem quando não tratados
Entretanto podem ser totalmente fechados?
Agora por fim afirmo
Para cada fragmentação de coração
Por toda trauma ou labirinto
Quando não há solução
Então, sim, soluçarei!